1.0 Definições das características dos compensadores
1.1 COMPRESSÃO AXIAL
A compressão axial é a variação dimensional longitudinal negativa (redução) que ocorre na junta.
1.2 EXTENSÃO AXIAL
A extensão axial é a variação dimensional longitudinal positiva (extensão) que ocorre na junta.
1.3 MOVIMENTO LATERAL OU TRANSVERSAL
É o movimento que ocorre na articulação numa direcção perpendicular ao eixo longitudinal.
1.4 MOVIMENTO ANGULAR
O movimento angular é o deslocamento angular do eixo longitudinal do compensador de expansão a partir da sua posição inicial em linha recta. Este tipo de movimento é medido em graus.
1.5 MOVIMENTO DE TORÇÃO
Esta é a rotação de uma extremidade do compensador de expansão em relação à outra extremidade do equipamento. Este tipo de movimento é medido em graus.
1.6 AMORTECIMENTO DE VIBRAÇÕES
A capacidade do compensador de expansão para amortecer as oscilações mecânicas ou vibrações do sistema.

2.0 Selecção de juntas de borracha
A fim de seleccionar o compensador de expansão mais adequado para cada caso ou processo, os seguintes pontos devem ser estudados e analisados:
2.1 SELECÇÃO DO MODELO DE ACORDO COM AS VARIAÇÕES DIMENSIONAIS
A fim de seleccionar o modelo amortecedor de expansão de acordo com as variações dimensionais, deve-se ter em conta que os movimentos ou vibrações a compensar são compatíveis com os graus de liberdade permitidos da junta.
2.2 DETERMINAÇÃO DOS DESLOCAMENTOS A COMPENSAR
Os deslocamentos causados pela expansão devem ser calculados a partir dos correspondentes coeficientes de expansão do material do equipamento.
EXPANSÃO LINEAR EM MILÍMETROS POR METRO E POR 100ºC
- Aço padrão: 1.2
- Aço inoxidável: 1,6
- Alumínio: 2.2
- Plásticos e outros materiais: Consultar o fabricante.
O coeficiente entre a expansão total da tubagem e o comprimento da junta determinará o número de juntas de expansão a serem instaladas. As temperaturas limite do fluido e do ambiente devem ser sempre tidas em conta. As tolerâncias de montagem e os movimentos da estrutura devem ser especificados em cada instalação, a fim de evitar possíveis falhas.
2.3 DETERMINAÇÃO DAS DESLOCAÇÕES PERMITIDAS
Em caso de deslocamentos ou variações dimensionais combinadas, a resultante geométrica dos desvios deve ser tomada em consideração e define um triângulo cuja área indica o campo em que a junta de expansão pode funcionar e permite a determinação do comprimento de instalação mais adequado.

2.4 SELECÇÃO DE ELASTÓMEROS
Para o fabrico da junta de expansão, será de vital importância ter em conta as características e propriedades do fluido de processo que estará em contacto com a junta de expansão, bem como as temperaturas e pressões de funcionamento, a fim de seleccionar os materiais adequados para a junta de expansão:
| CODE | FLUIDOS | ELASTOMER |
|---|---|---|
| Rojo | Ácidos y líquidos de mediana concentración temperatura máx. 110ºC | Butil |
| Verde | Productos abrasivos temperatura máx. 110ºC | Natural |
| Blanco-Amarillo | Aceites, hidrocarburos temperatura máx. 110ºC | Nitrilo |
| Amarillo | Agua limpia 110º temperatura máx. 110ºC | Neopreno |
| Amarillo-Amarillo | Agua sucia, de calefacción, aire acondicionado, intemperie, t. máx. 110°C | EDPM |
| Verde-Verde | Productos químicos de alta concentración, altas temperaturas | Vitón |
| Rojo-Verde | Ácidos y bases fuertes, y ambientes ignífugos | Hipalón |
2.5 PRESSÃO
As resistências de pressão são dadas nas tabelas para cada tipo de junta de expansão e variam com a temperatura de funcionamento. A pressão de ensaio é fixada em 1,5 vezes a pressão máxima de funcionamento.
2.6 TEMPERATURA
Dependendo da temperatura de funcionamento, o tipo de elastómero ou material mais adequado deve ser seleccionado de acordo com as tabelas.

2.7 NORMAS DE FLANGE
Definir o padrão de perfuração.